Dpkg 3: 2011

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Canonical lança site voltado para desenvolvedores de aplicativos do Ubuntu

Um novo portal desenvolvido pela Canonical promete incentivar o surgimento de aplicativos para o Ubuntu. Trata-se do Ubuntu App Developer, que oferece todo o suporte para auxiliar desenvolvedores a criarem seus produtos para a plataforma.
Ubuntu App Developer (Foto: Reprodução)Ubuntu App Developer (Foto: Reprodução)
Para os novatos, a Canonical projetou uma série de conteúdos, tais como vídeos de tutorias, links de fontes de ajuda e instruções detalhadas do funcionamento da plataforma. Tudo para que novos desenvolvedores possam se familiarizar com o Ubuntu e se sintam mais à vontade para produzir aplicativos para este que é o terceiro sistema operacional mais usado do mundo.
Outros recursos estão presentes no portal, desta vez voltados para os criadores antigos. São ferramentas que permitem fácil acesso ao índice de downloads e o número de vendas, além de possibilitar a alteração das informatações fornecidas, tais como descrição e nome do aplicativo.
O visual do Ubuntu App Developer é ótimo e, se as previsões da Canonical se confirmarem, o site deve tornar-se um centralizador de toda a produção voltada para a plataforma. Como o sucesso de um sistema operacional, atualmente, está em grande parte atrelado aos aplicativos para ele disponíveis, a iniciativa do grupo pode ser fundamental para estimular a expansão do Ubuntu.
Via OMG! Ubuntu!

Como integrar o Google Agenda ao Gnome Shell do Linux

O Gnome Shell é um  dos ambientes gráficos mais conhecidos do mundo Linux. Ele traz recursos diferenciados ao desktop, principalmente quanto à identidade visual, que é moderna e elegante.
O script usa as chaves do Gnome para armazenar sua senha e automaticamente buscar os eventos do Google Agenda quando você clicar no calendário do Gnome Shell no painel superior. Por enquanto, você não pode configurar qual calendário é importado (todos são usados) e não há nenhuma configuração (mas ainda é muito fácil de usar).
Para integrar o Google Agenda à versão Gnome Shell, siga os passos adiante:
Google Agenda no Gnome Shell. (Foto: Reprodução)Google Agenda no Gnome Shell. (Foto: Reprodução/Web Upd8)
Passo 1: Antes de tudo é preciso instalar no seu computador dependências para Ubuntu e Fedora, são elas respectivamente: sudo apt-get install git-core python-gtk2 python-dbus python-gdata python-iso8601 python-gnomekeyring e sudo yum install git-core pygtk2 dbus-python python-gdata python-iso8601 gnome-python2-gnomekeyring.
Passo 2: Em seguida, faça o download e execute o Google Agenda para Gnome Shell através deste caminho: cd git clone https://github.com/vintitres/gnome-shell-google-calendar.gitcd gnome-shell-google-calendar./gnome-shell-google-calendar.py.
Passo 3: Após executá-lo pela primeira vez, você será solicitado a digitar seu e-mail do Google Agenda e a senha. De agora em diante, a senha será armazenada no Gnome e uma vez logado, os seus eventos do Google Agenda devem aparecer no seu calendário do Gnome Shell.
Passo 4: Para a agenda do Gnome Shell iniciar automaticamente, abra "Startup Applications". Em "Name" entre em "Gnome Shell Calendar". Sob o comando, clique em "Browse" e selecione gnome-shell-google-calendar.py a partir da pasta gnome-shell-google-calendar na página inicial do seu diretório.
Via: Web Upd8

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Ativistas defendem uso livre da web


Londres - Ativistas de Internet acusaram governos de causar dificuldades aos usuários da Web, defensores dos direitos humanos e empresas privadas na realização de seu trabalho, em função das tentativas estatais de exercer controle sobre o mundo online.
Os ativistas afirmaram que as autoridades estão demonstrando mais ousadia em seus esforços para regulamentar a Web, cujo uso facilitou as revoluções árabes, permitiu vazamentos maciços de documentos diplomáticos norte-americanos e facilitou o florescimento da pirataria online.
"O que vimos nos últimos três anos é que os governos já não hesitam em suas tentativas de regulamentar o conteúdo de Internet", disse Joy Liddicoat, coordenadora de projeto da Association for Progressive Communications, da Nova Zelândia, que luta para proteger os direitos das pessoas na Internet e quanto ao seu uso.
Os ativistas se pronunciaram durante o Internet Governance Forum, um evento anual realizado na terça-feira em Nairóbi que reúne empresas, organizações sem fins lucrativos, representantes de governos e cidadãos comuns.
Os participantes da reunião afirmaram que os governos estão cada vez mais filtrando e bloqueando o conteúdo da Web, conduzindo operações de vigilância e solicitando dados e informações pessoais, em países como o Egito e o Paquistão.
"São essas as questões que gostaríamos de ver discutidas no fórum, e acreditamos que sejam necessárias discussões muito mais abertas e transparentes sobre como devemos responder a esses desafios", disse Liddicoat.
Os ativistas esperam demonstrar que estão mais capacitados a definir as futuras regras da World Wide Web, que se tornou propulsora importante de crescimento econômico em um mundo à beira da recessão.
Maud de Boer-Buquicchio, vice-secretária geral do Conselho da Europa, uma organização que congrega 47 países e trata principalmente da defesa dos direitos humanos, disse que a crescente relevância da Web como ferramenta de comunicações e comércio que serve milhões de pessoas torna mais urgente que surjam acordos sobre a questão do controle da Internet.
"É um momento importante para definirmos princípios para o controle da Internet, no nível das pessoas e organizações que controlam a Internet", disse de Boer-Buquicchio.

Intel e Samsung vão criar Linux para celular


São Paulo - Dois grupos de software Linux anunciaram na quarta-feira que uniram forças para desenvolver um novo sistema operacional para celulares e outros aparelhos em colaboração com a Intel e Samsung Electronics.
No entanto, analistas consideram que a nova plataforma Tizen deve enfrentar dificuldade para atrair mais apoio dos programadores e fabricantes na concorrência com os cerca de 12 outros sistemas operacionais já existentes em um mercado dominado pela Apple e pelo Google Android, também baseado no Linux.

Mesmo grandes empresas de tecnologia como a Nokia e a Hewlett-Packard optaram por abandonar suas plataformas próprias para celulares, este ano.
"A melhor esperança para o projeto é que as grandes operadoras comecem a se preocupar com o crescente domínio do Android sobre os celulares inteligentes e decidam deliberadamente optar por plataformas rivais, a fim de restringir a grande influência que o Google vem desenvolvendo sobre o mercado móvel," disse o analista Neil Mawston, da Strategy Analytics.
A LiMO Foundation e a Linux Foundation anunciaram que a nova plataforma Tizen será um sistema operacional de fonte aberta e padronizado para múltiplos aparelhos, entre os quais smartphones, tablets, televisores inteligentes, netbooks e sistemas de informação e entretenimento para veículos.
O lançamento inicial deve acontecer no primeiro trimestre de 2012, o que permitirá que os primeiros aparelhos equipados com o Tizen cheguem ao mercado na metade do ano que vem, anunciaram os dois grupos.
A Intel, maior fabricante mundial de semicondutores, que desenvolveu o MeeGo, um sistema operacional próprio baseado no Linux, e a Samsung, segunda maior fabricante mundial de smartphones e uma das principais colaboradoras da LiMo, presidirão o comitê técnico que orientará o desenvolvimento do Tizen.


Fonte:Info

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Jogos como um incentivo à realidade no Digital Age 2.0

Uma das mais respeitadas personalidades da pesquisa e criação de jogos sociais, Jane McGonigal, participará do Digital Age 2.0 por videoconferência. A quinta edição do Digital Age 2.0 acontece nos dias 28 e 29 de setembro, no Sheraton WTC Hotel, em São Paulo, e reúne grandes especialistas para discutir as novas oportunidades da comunicação, da publicidade, do marketing e dos negócios em um mundo digital hiperconectado onde os consumidores são também produtores de informação.

McGonigal é especialista na vida digital e pesquisa como jogos e seus conceitos (avatares, missões e recompensas) podem ser aproveitados nas ações cotidianas, no relacionamento entre as pessoas, na comunicação e no marketing. Seu mais recente livro, lançado em 2011 e inédito no Brasil, “Reality Is Broken: Why Games Make Us Better and How They Can Change the World” (A Realidade está quebrada: por que os games nos fazem melhores e como eles podem mudar o mundo) ficou entre os best-sellers do New York Times. A principal tese da obra, segundo a autora, é que “se trouxermos a lógica dos games para o mundo real e vivermos como se estivéssemos jogando, podemos mudar o mundo para melhor.” A "ludificação” pode transformar tarefas simples ou complexas em jogos e aumentar o prazer das pessoas em realizá-las. “O fato de tantas pessoas, de diferentes idades e no mundo inteiro estarem escolhendo gastar seu tempo em universos ‘ludificados’ é sinal de algo importante, um fato urgente que precisamos entender”, escreve Jane McGonigal no livro.
Chegamos em um nível de permeabilidade entre o real e o virtual onde é possível questionar se os jogos imitam a vida ou a vida deve imitar os games? Jane McGonigal percebeu a potencialidade que deve ser explorada nos jogos e já criou alguns games com engajamento social como “A World Without Oil” (Um Mundo sem Petróleo) e “I Love Bees” (Eu Amo Abelhas). A criadora de jogos sociais também atua como Diretora de Pesquisa e Desenvolvimento de Games do Institute for the Future e é Diretora de Criação da SocialChocolate.com, uma startup de desenvolvimento de jogos que está usando conhecimentos científicos para criar jogos sociais de aventura radical.
Além de McGonigal, outros palestrantes internacionais já estão confirmados para o evento: Dawn Zencha, vice-presidente de Estratégia Digital da iProspect – uma das principais agências de marketing digital global; Luke Beatty, vice-presidente do Yahoo! e responsável por gerir as unidades de negócio de comunidades como Flickr, Yahoo Contributor Network, Yahoo Groups e Yahoo Answers, entre outras; Steven Rosenbaum, fundador do Magnify.net, site de curadoria de vídeo e autor do best seller Curation Nation; Chris Perry, presidente da divisão comunicação digital da Wheber Shandwick, com mais de 15 anos de experiência construção de marca, relações com a mídia e comunicações digitais. Outro destaque é Tiffany Schlain, cineasta, artista, cofundadora da Academia Internacional de Artes Digitais e Ciência, e fundadora do mais prestigiado prêmio da internet mundial - The Webby Awards.
Já entre os brasileiros, o elenco de palestrantes inclui Fernando Taralli, presidente da Energy, agência do Grupo Newcomm e um dos especialistas em interatividade mais renomados do país; Gal Barradas, CEO da Agência F.biz, com mais de 20 anos de experiência no mercado de agências; e Risoletta Miranda, jornalista com MBA em marketing e diretora-executiva da FSB PR Digital, entre outros.
O Digital Age 2.0 é realizado pelo Now! Digital Business e tem o apoio de mídia da CBN. Para mais informações sobre o evento e o perfil completo dos palestrantes, visite o site www.digitalage20.com.br. As novidades do Digital Age 2.0 podem ser acompanhadas no Twitter e no Facebook.
Digital Age 2.0
Organização e promoção: Now!Digital Business
Data: 28 e 29 de setembro de 2011
Local: Sheraton WTC Hotel, São Paulo-SP
Fonte: Assessoria de imprensa Digital Age 2.0

Versão 3.1 do kernel Linux sofrerá atrasos

O kernel do sistema Linux vem sendo desenvolvido e lançado a um passo incrivelmente rápido, contudo essa realidade vai mudar para o lançamento da versão 3.1. Alguns fatores desaceleraram todo o processo e eventualmente o lançamento do kernel sofrerá um pequeno atraso.

Um dos motivos é a invasão sofrida nos servidores do site kernel.org no final de agosto. O site permanece offline, juntamente com o serviço git usado para realizar o controle de versão de código. Apesar do desenvolvimento continuar no GitHub, Linus Torvalds quer realizar a combinação de código para o Linux 3.2 já no domínio kernel.org.
Outro motivo é que Linus Torvalds está saindo de férias.
O mantenedor do kernel escreveu na lista de discussão de desenvolvimento do kernel, LKML, que ele não conseguiria lançar uma versão final do 3.1 antes de suas férias, programadas para o começo de outubro, sem deixar a próxima janela de combinação de código um caos. De acordo com ele "uma janela de combinação com o kernel.org fora do ar simplesmente não funcionaria".
Há também uma outra razão para esse atraso, Torvalds não gostou de alguns dos códigos não-testados, que foram enviados no começo da semana. Apesar de estar ansioso para lançar o sétimo candidato de lançamento do kernel, Linus se recusou à fazê-lo, deixando claro que "não acrescentaria esse tipo de código não testado. Vocês poderiam, por favor, tomar vergonha na cara?" acrescentou no seu tradicional estilo.
Fonte: internetnews, em inglês.

Ubuntu 11.10 aberto para testes

O segundo beta da versão 11.10 do Ubuntu, batizado "Oneiric Ocelot", foi lançado. Voltado para desenvolvedores, curiosos e espíritos aventureiros, o Ubuntu 11.10 Beta 2 é a última prévia de desenvolvimento da distribuição antes da versão completa ser lançada dia 13 de Outubro, uma quinta-feira.
Desde o último lançamento beta, os desenvolvedores atualizaram o kernel da distribuição para a versão 3.0.0-11.18, que é agora baseado na versão estável 3.0.4 do kernel "vanilla", e acrescentaram várias atualizações de pacotes. O sistema GNOME, que provê vários dos serviços por trás do ambiente de trabalho Unity, foi atualizado para a versão 3.1.92, uma versão de pré-lançamento do GNOME 3.2, que deve ser lançado em breve.
Entre outras mudanças estão a integração do OneConf à Central de Software do Ubuntu para sincronizar aplicativos entre computadores, e melhorias ao suporte "multi-arquitetura", que permite que usuários instalem pacotes de bibliotecas e aplicativos de 32 bits em sistemas de 64 bits. Instruções de como habilitar multi-arquitetura, para usuários que atualizaram o Ubuntu para a versão 11.10 antes do Beta 1, estão listadas na página Technical Overview.
Ao contrário do cliente de email Thunderbird, o conjunto aberto de aplicativos para escritório LibreOffice não oferecerá suporte ao "menu global" do Unity por padrão. Björn Michaelsen, da Canonical, afirma que isso se deve à problemas de estabilidade. Contudo, ainda é possível habilitar esse suporte com a instalação do pacote lo-menubar da Central de Software do Ubuntu.
A edição para servidores do Ubuntu 11.10 Beta 2 incluirá o Orchestra, uma coleção de serviços em software livre para "prover, lançar, hospedar, gerenciar e orquestrar serviços de infraestrutura de data centers empresariais", e o Juju (antigamente conhecido como Ensemble) para lidar com o lançamento e orquestração de serviços em sistemas em nuvem ou tradicionais, permitindo que pacotes sejam instalados e configurados usando scripts de configuração chamados "Charms". Os desenvolvedores também ressaltam que o hypervisor Xen foi reintroduzido nessa versão.
Mais detalhes sobre o segundo beta, inclusive com uma lista de problemas conhecidos, podem ser encontrados na página Technical Overview e no anúncio da lista oficial. A página Blueprints for Oneiric, no sistema Launchpad, lista os recursos e mudanças planejados para a versão 11.10. O Beta 2 do Oneiric Ocelot está disponível para download no site do projeto. Usuários executando o Ubuntu 11.04 em um desktop podem instalar o beta, pressionando Alt+F2 e digitando update-manager -d na caixa de comando.
Há também um Beta 2 para o Ubuntu Core (a plataforma do Ubuntu para dispositivos embarcados), assim como para o Kubuntu, Xubuntu, Edubuntu, Mythbuntu e Lubuntu, as edições derivadas oficiais do Ubuntu.
Como é de praxe em todos os lançamentos em desenvolvimento, não recomendamos o uso de versões beta em ambientes de produção e sistemas de missão crítica. Também encorajamos que usuários testando a distribuição apresentem comentários e relatem quaisquer problemas encontrados.
Fonte: h-online, em inglês.

Microsoft responde ao uso de UEFI no Windows 8

Entre os novos recursos do Windows 8 está a função de boot seguro (Secure Boot), que previne que carregadores de inicialização (bootloaders) não assinados por uma autoridade certificadora (Certificate Authority, ou CA) confiável sejam executados em um sistema com a versão mais recente da tecnologia UEFI. Isso significa que, quando ativado, o Secure Boot impedirá que outros sistemas operacionais sem as assinaturas necessárias, inclusive o Linux, sejam inicializados no sistema. A Microsoft está exigindo que fabricantes de hardware, que desejam certificar suas máquinas para uso do novo sistema operacional, o famoso selo com o logo do Windows, implementem o recurso UEFI nessas máquinas.

A proposta inicial do recurso é de proteger que sistemas de produção ou com informações críticas sejam acessados por sistemas não autorizados, isso impediria que arquivos fossem acessados por espiões ou ladrões, com acesso físico à máquina, que tentem acessar os dados inicializando um sistema através de um dispositivo USB. Além disso, o Secure Boot também é capaz de detectar alterações não autorizadas no código do sistema, o que permite a exposição de rootkits e malwares. Contudo, esse mesmo recurso exige que qualquer firmware, software de processo de boot, driver ou kernel que seja inicializado tenha uma assinatura que declara aquele sistema como "confiável".
O problema foi apontado por um funcionário da Red Hat, Matthew Garrett, que afirmou que o recurso do UEFI Secure Boot pode prevenir que o Linux seja instalado em sistema protegidos por ele. E tratam-se de dificuldades em diversos níveis, primeiro os fabricantes de PCs e tablets podem não estar abertos à possibilidade de incluir chaves para software Linux assinado no firmware UEFI. Outro problema é que o GRUB2, que sob a licença GPLv3, exige que as chaves usadas para criar as assinaturas sejam fornecidas. Poderia até haver a necessidade de se assinar o próprio kernel, o que acabaria com a possibilidade de compilações personalizadas do sistema.
A Microsoft foi rápida em responder às acusações, Steven Sinofsky, presidente da divisão Windows e Windows Live da empresa, e Tony Mangefeste, gerente de programas, apresentaram uma explicação no blog oficial Building Windows 8. De acordo com o texto do site, "a maioria dos clientes terão seus sistemas protegidos contra ataques ao bootloader", mas o entusiasta que deseja instalar outros sistemas "terá uma opção que o permitirá tomar essa decisão." Eles terminam afirmando que a filosofia da Microsoft é fornecer os clientes com a melhor experiência de usuário "e permitir que eles tomem a decisão por eles mesmos".
Matthew Garret não tardou em afirmar que apesar da "resposta da Microsoft ser inteiramente e factualmente correta, é ainda enganadora". Ele chama atenção para o fato de que não existe autoridade certificadora central para as chaves UEFI e que a Microsoft pode usar o controle que possui sobre o mercado para garantir que os sistemas sejam vendidos com apenas as chaves para software Microsoft. Ele conclui, sugerindo que "a Microsoft fala com sinceridade sobre dar ao usuário final o controle sobre isso", eles deveriam exigir sistemas com esse recurso e sem nenhuma chave, para dar ao usuário "a capacidade de tomar uma decisão informada e consciente para limitar a flexibilidade do seu sistema".
Fonte: h-online, em inglês.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Como utilizar a maioria dos softwares no Linux


Migrar para o Linux pode ser mais fácil do que parece!
Não há como negar que o Windows ainda é um dos sistemas operacionais mais utilizados. Porém, mesmo que aos poucos, o Linux vem conquistando seu espaço nos HDs dos usuários. O Ubuntu é uma das distribuições mais utilizadas pelos usuários, desde os domésticos até os “mestres” no computador.
Encontrar alguém que trocou o sistema da Microsoft pelo do pinguim é mais comum do que você pode imaginar. Embora o Linux tenha uma biblioteca gigantesca de aplicativos, para muitos usuários é difícil deixar de lado alguns programas e se adaptar ao novo sistema operacional.
Felizmente, existem algumas maneiras de contornar este pequeno impasse. Graças à grande variedade de tecnologias utilizadas no desenvolvimento de aplicativos, muitos deles podem ser usados em diferentes plataformas sem que o usuário tenha que abrir mão das facilidades oferecidas.
Além disso, sempre há um plano B quando o software não é compatível com outros SOs. Nesse caso, a utilização de emuladores e simuladores podem ser uma ótima saída, aumentando ainda mais o leque de opções de programas.
Conheça agora as tecnologias multiplataformas, que tornam a migração para outros sistemas operacionais menos “dolorosa” e que permitem aos usuários utilizar seus aplicativos preferidos sem abrir mão das funcionalidades que eles oferecem.

Java

Java é considerada a linguagem de programa multiplataforma original, ou seja, uma das primeiras a ser totalmente compatível com boa parte dos sistemas operacionais disponíveis no mercado.
Dessa forma, a linguagem é muito empregada no desenvolvimento de aplicativos, pois garante o bom funcionamento do software independente do ambiente em que ele é executado. Para instalar a máquina Java e rodar os aplicativos no Linux sem problemas, basta digitar o seguinte comando no Terminal:
$ sudo apt-get install sun-java6-jre sun-java6-plugin sun-java6-fonts

A tecnologia AIR

Você já deve ter utilizado um programa desenvolvido em AIR. Se nunca usou, já deve pelo menos ter ouvido falar nessa tecnologia. Existem centenas de aplicações desenvolvidas em AIR que estão espalhadas pela internet.
Aplicativo em AIR rodando no Linux
TweetDeckTwhirlBluBack It!FineTune Desktop e Grooveshark Desktop são apenas alguns exemplos de aplicações largamente utilizadas pelos usuários de Windows que rodam sem complicação alguma no Linux.
Para rodar esses programas, é necessário ter o Adobe AIR (que é multiplataforma) instalado na máquina. Clique aqui para fazer o download do aplicativo da Adobe para o Linux e divirta-se com suas aplicações.
Aproveite também para conhecer outras ferramentas feitas com a tecnologia AIR acessando o artigo “Seleção: aplicativos feitos com a tecnologia AIR”.

O Wine

O wine!Quem utiliza Linux há mais tempo conhece muito o Wine (acrônimo para Wine Is Not an Emulator, ou seja, Wine não é um emulador). Trata-se de um simulador de Windows, o qual permite que os usuários executem aplicativos que rodam apenas no sistema da Microsoft em qualquer outra plataforma.
Ele é capaz de simular Windows 9x/NT/2000/XP e Windows 3.x, além de programas e bibliotecas DOS. O legal é que, com o Wine, o leque de opções para software aumenta de maneira significativa, além de permitir que os usuários se desprendam do Windows e continuem a usar as ferramentas com as quais estão acostumados.
Vale lembrar que nem todos os aplicativos funcionam 100% no simulador de Windows. Softwares mais complexos ou que exijam muito processamento gráfico tendem a perder qualidade quando simulados no Wine.
Para entender melhor como o emulador de Windows funciona e aprender a instalar os aplicativos não deixe de ler o artigo “Como instalar seus programas favoritos do Windows no Linux”. Além disso, você também pode instalar o Microsoft Office 2007 sem problemas, seguindo o tutorial disponível em “Como instalar o Office 2007 no Linux”.

DOSbox

O DOSbox é uma ótima opção de aplicativo para quem gosta de jogos e aplicações mais antigas, que rodam no DOS. Com esse emulador, o usuário consegue rodar aplicações e jogos criados para DOS sem problema algum.
A maioria das distribuições Linux trazem o DOSbox em seu repositório padrão. Embora ele utilize apenas a linha de comando para iniciar a emulação dos aplicativos, bastam algumas execuções para que o usuário entenda como ele funciona e o utilize sem maiores dificuldades.
Wolf3D no DOSbox

.....

A migração para o Linux está cada vez mais fácil para os usuários, mesmo aqueles que não abrem mão das ferramentas que utilizava no outro sistema operacional. Diversos recursos, emuladores e simuladores diferentes surgem para tornar essa transição ainda mais fácil.
Usando as ferramentas descritas acima, você pode rodar boa parte das aplicações no Linux sem problema. Talvez alguns aplicativos percam um pouco de eficiência ou não rodem como no sistema nativo para o qual foram desenvolvidos. Porém, com a enorme biblioteca de aplicações que o Linux possui, é muito difícil você não encontrar algum software que atenda às suas necessidades.
Quem está começando a utilizar o Linux não pode deixar de conferir o artigo “Migrei para o Ubuntu. E agora?”. Nele você encontra diversas dicas e ferramentas para utilizar no lugar daquelas com as quais estava acostumado.
Agora é com você. Não deixe de enviar sua opinião e experiência com emuladores e aplicativos AIR e Java no Linux ou em outras plataformas.
Fonte: Techmundo


Empresas wireless desempenham papel mais importante no Linux




Reuters. Por: Tarmo Virki - A contribuição das companhias do setor de telecomunicações sem fio para o sistema operacional Linux vem crescendo rapidamente, o que destaca o sucesso da plataforma de código aberto nos celulares inteligentes, informa um relatório da Linux Foundation.
O relatório, que deve ser lançado oficialmente na quarta-feira, 01 de dezembro, mostra que o papel das empresas que tradicionalmente contribuem para o sistema, Red Hat, Novell e IBM, está se moderando ligeiramente, enquanto companhias que têm forte foco no Linux para aparelhos móveis vêm se tornando cada vez mais importantes no desenvolvimento da plataforma.
Com o sucesso do Google Android, que tem por base o Linux, este sistema operacional se tornou força importante no mercado de software para celulares inteligentes. O Google pretende reproduzir no setor de Internet móvel, que se desenvolve rapidamente, o seu sucesso nas buscas de Internet para computadores.
No começo do ano, Intel e Nokia, a maior fabricante mundial de celulares em volume, fundiram suas versões do Linux e criaram o MeeGo, que chegou aos consumidores por meio de um pequeno fabricante de computadores tablet, até agora. Mas um lançamento maior, pela própria Nokia, é aguardado para o ano que vem.
A Intel ultrapassou a Novell e a IBM e se tornou a segunda maior contribuinte para o Linux, enquanto a Nokia subiu ao quinto posto.
O Linux, o mais popular dos sistemas operacionais gratuitos e de fonte aberta para computadores, está disponível a todos que queiram utilizá-lo, revisá-lo e compartilhá-lo.
O relatório indica que mais de 70 por cento das contribuições vêm de programadores que estão sendo pagos por seu trabalho no desenvolvimento do Linux por empresas que esperam se beneficiar dos avanços que esse trabalho permitirá na plataforma.
Os fornecedores de software Linux ganham dinheiro ao vender melhoras e assistência técnica, e o Linux concorre diretamente com a Microsoft, que cobra pelo Windows e se opõe ao compartilhamento livre dos códigos de seus programas.


Leia mais em: http://www.tecmundo.com.br/6842-empresas-wireless-desempenham-papel-mais-importante-no-linux.htm#ixzz1Z7HjmQuL

10 coisas que não existiriam se não fosse o Linux

O sistema operacional livre mais famoso do mundo está em vários lugares é mais importante do que você pode imaginar.
Linux. Muita gente treme só de ouvir falar no sistema operacional criado por Linus Torvalds e divulgado ao mundo a partir de 1991. Contudo, essa história de que “Linux é difícil de usar” tem ficado dia a dia mais para trás, vide distribuições cada vez mais funcionais e amigáveis para o usuário final como Fedora e Ubuntu.
Contudo, o sistema operacional livre mais usado no mundo não corresponde apenas às várias distribuições que milhões de pessoas usam ao redor do globo terrestre. Ele está em lugares que você, provavelmente, nem imagina, comprovando toda sua robustez e versatilidade.
Ele é usado em diversas funções diferentes e o Tecmundo lista agora dez coisas que provavelmente não existiriam se não fosse o Linux.
Tux, o mascote do Linux

Grandes servidores

Serviços que você utiliza todos os dias, como Google e Facebook têm Linux rodando em seus servidores para armazenar muito conteúdo. Todos os serviços de web da Google, como Docs, Agenda e Calendário, ficam hospedados em máquinas com o sistema operacional do pinguim.

Sistemas de controle de tráfego aéreo

Para que as pessoas viajem em segurança de uma parte a outra do mundo, há a necessidade de controle de tráfego aéreo. A maioria das máquinas operadas pelos controladores de voo usa Linux para garantir que o avião que carrega você de um ponto a outro decole e pouse em segurança.

Sistemas de alta tecnologia para controle de tráfego

Segundo o site LinuxforDevices.com, a cidade de San Francisco, uma das mais populosas dos Estados Unidos, usa um sistema de alta tecnologia para controle de tráfego terrestre. O município tem um trânsito caótico e é com Linux rodando em seus computadores que a prefeitura local pretende reduzir esse problema.

Android

Android também é Linux.
O Android é o sistema operacional desenvolvido pela Google para dispositivos portáteis. Ele é um dos mais usados do gênero e cada vez mais novos aparelhos de grandes fabricantes são lançados com ele instalado. Pois se você ainda não sabia, agora é a hora: Android é desenvolvido tendo como base o Linux.

Trem de alta velocidade japonês

Outra ajuda que o Linux dá ao mundo dos transportes é funcionando nos computadores que operam o sistema de trens de alta velocidade no Japão. Sempre que nessas enormes e velozes máquinas de ferro embarcam passageiros e eles partem rumo ao seu destino, é o sistema criado por Linus Torvalds demonstrando a sua versatilidade.

Bolsa de Nova York

A Bolsa de Valores de Nova York também usa Linux. Desde 2007, o local que é o ponto nevrálgico do sistema financeiro estadunidense optou por instalar o sistema livre em suas máquinas. Os motivos são simples e claros: redução de custos (afinal, Linux é de graça e não se paga licença) e aumento de flexibilidade (não à toa o sistema é chamado de “livre”).

Supercomputadores

Outra informação recorrente no mundo do software livre é a preferência de desenvolvedores de supercomputadores pelo Linux. Estimativas apontam para cerca de 90% das supermáquinas existentes hoje rodando alguma variação de Linux. A explicação talvez seja a mais óbvia: o sistema livre é gratuito e flexível.

Carros inteligentes da Toyota

Toyota agora faz parte da Linux Foundation.
Recentemente, de acordo com o site LinuxInsider, a Toyota aderiu à Linux Foundation, a fundação criada em 2007 e que é responsável pela colaboração para aprimoramento do sistema. A justificativa, segundo o gerente geral de projetos da empresa Kenichi Murata, foi o fato de o sistema Linux possuir “a flexibilidade e a maturidade tecnológica” de que eles precisam para desenvolver veículos inteligentes.

Acelerador de partícula

A Cern, Organização Europeia para a Investigação Nuclear, maior laboratório de física de partículas do mundo e referência global no assunto, faz uso do sistema em suas pesquisas relacionadas a partículas de energia. O famoso acelerador de partículas do laboratório funciona com Linux.

Submarinos nucleares

A Lockheed Martin, maior produtora de produtos aeroespaciais para fins militares do mundo, apresentou, em 2004, a linha de submarinos nucleares BAEs Astute-class. O sistema central dessas máquinas subaquáticas possui a distribuição de Linux Red Hat instalada.
. . . . .
Se você ainda procurava motivos para se tornar fã de software livre e do Linux, um dos maiores expoentes desse campo da tecnologia, aí estão mais dez. Não deixe de registrar sua opinião nos comentários abaixo.

Conheça o UNITY




Segue o vídeo com 26 minutos explicando tudo sobre o UNITY, 
feito pelo @aprigiosimoes.


O vídeo mostra tudo que precisamos saber sobre a interface inovadora do Ubuntu que surgiu na versão 11.04, numa decisão surpreendente da Canonical.
Quais as facilidades? O que ele tem de diferente em termos de acessibilidade? É complicado? Isso e muito mais. Divirta-se.

Particula mais veloz que a luz

Cientistas de ponta disseram nesta sexta-feira (23) que a descoberta de partículas sub-atômicas que  viajam mais rápido que a velocidade da luz poderia obrigar uma ampla reavaliação das teorias sobre a composição do cosmos, caso seja independentemente confirmada.
Jeff Forshaw, professor de física de partículas na Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, disse à Reuters que os resultados, se confirmados, poderiam significar que é possível teoricamente "enviar informações para o passado".

Entenda o caso: Físicos europeus descobrem partículas mais rápidas que a luz
"Em outras palavras, a viagem para o passado poderia ser possível... (apesar de que) isso não significa que estaremos construindo máquinas do tempo em qualquer momento próximo."
O instituto de pesquisa CERN, localizado perto de Genebra, na Suíça, confirmou hoje (23) em uma coletiva de imprensa de mais de uma hora que medições feitas durante três anos revelaram que neutrinos injetados em um receptor em Gran Sasso, na Itália, haviam chegado em média 60 nanossegundos mais rápido do que a luz teria feito -- uma diferença minúscula que poderia, no entanto, minar a Teoria da Relatividade de Albert Einstein, de 1905.

"Afirmações extraordinárias exigem provas extraordinárias, e essa é uma afirmação extraordinária", disse o eminente cosmologista e astrofísico Martin Rees à Reuters.
"É prematuro comentar sobre isso", disse o professor Stephen Hawking, o físico mais conhecido do mundo, à Reuters. "Mais experimentos e esclarecimentos são necessários."
A professora Jenny Thomas, que trabalha com neutrinos no Fermilab, rival do CERN localizado em Chicago, nos EUA, comentou: "O impacto dessa medição, se estiver correta, seria enorme."

Veja o infográfico: Ciência real na ficção científica

O diretor de pesquisa do próprio CERN, Sergio Bertolucci, disse que se as descobertas forem confirmadas -- e ao menos dois laboratórios separados devem começar a trabalha nisso no futuro próximo -- "poderá mudar nossa visão da física".
O alto nível de cautela é normal nas ciências, onde qualquer coisa que poderia ser uma descoberta inovadora, especialmente aquelas que poderiam romper com pensamentos estabelecidos há muito tempo, é em princípio, sempre verificada e reconfirmada por outros pesquisadores.
Em comentário divulgado pela CERN, o laboratório mais avançado do mundo em pesquisa de partículas, Bertolucci enfatizou esse princípio.
"Quando uma experiência descobre um resultado aparentemente inacreditável e não consegue encontrar nenhum artefato de medição para explicar isso, é normal que se tenha maior escrutínio... é uma boa prática científica", afirmou.
As medições foram publicadas no site de pesquisas científicas http://arxiv.org/abs/1109.4897 durante a noite.
A descoberta poderá abrir as portas para intrigantes possibilidades teóricas.
"A velocidade da luz é uma velocidade cósmica limite e existe para proteger a lei de causa e efeito", disse o professor Forshaw.
"Se algo viaja mais rápido do que a velocidade cósmica limite, então se torna possível enviar informações para o passado -- em outras palavras, a viagem para o passado poderia se tornar possível. No entanto, isso não significa que estaremos construindo máquinas do tempo em algum momento próximo -- existe um grande abismo entre a viagem no tempo de um neutrino e a viagem no tempo de um ser humano.
Partícula fantasma
A equipe do CERN, que está trabalhando em um experimento denominado OPERA, injetou neutrinos -- muitas vezes chamados de partículas fantasma porque conseguem atravessar matéria, e corpos humanos, sem serem percebidos -- do CERN, na Suíça, 730 quilômetros até Gran Sasso, ao sul de Roma. A experiência não tem qualquer relação com o Grande Colisor de Hádrons (na sigla em inglês, LHC) construído no CERN para tentar reproduzir o instante da criação do Universo
Ao longo de três anos, e de 15 mil "eventos" neutrinos, um enorme detector no centro italiano, localizado profundamente debaixo de rochas montanhosas, registrou o que o porta-voz do OPERA, Antonio Ereditato, descreveu como sendo descobertas "espantosas".
Ele disse que sua equipe tinha alta confiança de que haviam realizado as medições corretamente e excluiu qualquer possibilidade de influência externa, ou artefatos, que poderiam ter afetado o resultado.
"Meu sonho agora é que outros colegas descubram que estamos certos", acrescentou.
Segundo a Teoria da Relatividade Especial de Einstein, que fundamenta a atual visão sobre o funcionamento do universo, nada pode viajar mais rápido do que a luz -- 300 mil quilômetros por segundo -- porque sua massa se tornaria impossivelmente infinita.
A teoria de Einstein foi testada milhares de vezes nos últimos 106 anos e apenas recentemente houve pequenos indícios de que o comportamento de algumas partículas elementares de matéria podem não seguir a teoria.
Esses indícios foram detectados no ano passado pelo experimento MINOS, do Fermilab, com neutrinos -- mas, diferente daqueles do OPERA -- estavam dentro da margem de erro.
Thomas, do Fermilab, que deve participar dos experimentos MINOS para confirmar as medições feitas entre CERN e Gran Sasso, disse que se estiverem certos "causaria uma reviravolta em tudo o que pensávamos que entendíamos sobre a relatividade e a velocidade da luz."
Ereditato, um físico que também trabalha no Instituto Einstein na Universidade de Berna, disse que o impacto potencial para a ciência "é muito enorme para fazer conclusões imediatas ou tentar interpretações físicas".
Também sem alegar uma descoberta científica verdadeira antes que outros pesquisadores pudessem confirmá-la, ele disse que o neutrino, cuja existência foi confirmada em 1934, "ainda está nos surpreendendo com mistérios".
Blogueiros na área da ciência disseram que a partícula pode estar entrando e saindo de dimensões, como previsto pela controversa teoria das supercordas de como o cosmos funciona.
"Apenas quando a poeira baixar finalmente poderemos nos atrever a fazer qualquer conclusão firme", disse o professor Forshaw. "É de natureza da ciência que para cada descoberta nova e importante, haverá centenas de alarmes falsos.

(Com informações da Reuters e da EFE)

Nextel lança novo aparelho com Android

Uma parceria entre a fabricante Motorola e a Nextel, está trazendo para o Brasil o Motorola Titanium com os serviços da rádio da Nextel. Ele combina um teclado Qwerty, para os que não deixam de lado as teclas físicas, com uma tela de 3,1 polegadas sensível ao toque.

A parceria deve agradar bastante aos usuários que querem um smartphone, mas se sentem pouco à vontade com um Blackberry. O aparelho oferecerá aos usuários integração com contas Exchange, serviço da Microsoft, além do próprio Nextel Email, o servidor de push de mensagens em tempo real da Nextel. O aparelho conta com uma câmera traseira de 5 megapixels com flash LED.
Ele aceita cartões de memória microSD de até 32 GB. Um de seus pontos bem baixos fica por conta da versão do Android, que é a 2.1 Éclair. O aparelho será vendido pela Nextel Brasil por 1299 reais ou por 799 reais com a assinatura de um plano com a empresa.

Fonte: INFO

Ingres vira Actian

A criadora da base de dados aberta Ingres mudou de nome para Actian e está reposicionando a empresa para trabalhar com soluções de "big data". O novo nome é derivado da palavra "action" (ação em inglês), e a nova plataforma da companhia é chamada a Cloud Action Platform, que oferece uma camada de análise de dados de vários fontes, que pode acionar eventos ou ações e se comunicar com "Action Apps" em dispositivos móveis.

Nenhum dos novos produtos da empresa parece estar disponível em código aberto. A empresa atualizou a base de dados Ingres, licenciada sob a GPLv2, pela última vez em outubro do ano passado, e ainda não cumpriu com sua promessa de abrir o código do VectorWise, um motor de consulta avançada à memória. A Actian afirma que o novas bases de dados melhoradas com VectorWise está sendo integrada à nova plataforma da empresa.
Fonte: h-online, em inglês.

sábado, 24 de setembro de 2011

Automatizando o backup do pendrive no Linux – parte 2


O script propriamente dito

Então, parti para a solução baseada em cron mesmo. Abaixo vocês vêem o script que escrevi. Maiores explicações ao longo do post:
  1. #!/bin/sh
  2. # Papavirus de Pendrive e Backup automático
  3. # Ricardo Jurczyk Pinheiro
  4. # Baseado no trabalho de Fabiano Caixeta Duarte
  5. # e Welington Rodrigues Braga
  6. DIRETORIO=”$HOME/pendrive/”
  7. LOG=”/var/log/backup.pendrive.log”
  8. ARQUIVODEESTADO=”/tmp/pendrive.estado.txt”
  9. DATA=$(date +%Y%m%d-%H%M)
  10. BLKID=$(which blkid)
  11. UUIDPENDRIVE=”3795-8351″
  12. DEVPENDRIVE=$($BLKID | grep “$UUIDPENDRIVE” | cut -f1 -d”:”)
  13. ESTADO=$(cat $ARQUIVODEESTADO)
  14. # Checa se o UUID existe. Se nao, encerra a execuçao do script.
  15. if [ -z $DEVPENDRIVE ]; then
  16. echo “0″ > $ARQUIVODEESTADO
  17. exit 0
  18. else
  19. if [ $ESTADO -eq 1 ]; then
  20. exit 0
  21. fi
  22. MOUNTPENDRIVE=$(mount | grep $DEVPENDRIVE | cut -f3 -d” “)
  23. echo “$DATA: ——————————————–” >> $LOG
  24. echo “$DATA: Procurando vírus” >> $LOG
  25. # Caçando o autorun.inf e removendo-o.
  26. AUTORUN=$(find $MOUNTPENDRIVE -maxdepth 1 -type f -iname autorun.inf)
  27. if [ -f "$AUTORUN" ]
  28. then
  29. echo “$DATA: Remoção do autorun.inf” >> $LOG
  30. OPENLINE=$(grep -i ^open $AUTORUN)
  31. VIRUS=${OPENLINE:5}
  32. VIRUS=$(find $MOUNTPENDRIVE -name $(basename ${VIRUS//\\//}))
  33. chmod +w $VIRUS
  34. rm $VIRUS 2>/dev/null || (chmod +w $(dirname $VIRUS); rm $VIRUS)
  35. chmod +w $AUTORUN
  36. rm $AUTORUN
  37. sync
  38. else
  39. echo “$DATA: Não há autorun.inf” >> $LOG
  40. fi
  41. # Mesmo sem autorun.inf, o pendrive pode ter um diretorio recycler com binario infectado
  42. RECYCLER=$(find $MOUNTPENDRIVE -iname recycler 2>/dev/null)
  43. if [ -f "$RECYCLER" ]
  44. then
  45. echo “$DATA: Remoção do diretório RECYCLER.” >> $LOG
  46. chmod -R +w $RECYCLER
  47. rm -R $RECYCLER
  48. else
  49. echo “$DATA: Não há diretorio RECYCLER.” >> $LOG
  50. fi
  51. # Backup do pendrive
  52. echo “$DATA: Backup do pendrive.” >> $LOG
  53. # Testa se o diretório existe
  54. if [ ! -d $DIRETORIO ]; then mkdir $DIRETORIO; fi
  55. rsync -raqzp –delete $MOUNTPENDRIVE/* $DIRETORIO
  56. echo “$DATA: Fim.” >> $LOG
  57. echo “1″ > $ARQUIVODEESTADO
  58. fi
  59. sync
  60. exit 0
  61. # MSX r0x a lot
Vamos comentar as linhas:
  • Linhas 1 a 5: O já tradicional “shebang” (#!/bin/sh) para chamar o interpretador e o cabeçalho do script, dando o devido mérito a quem o merece.
  • Linhas 7 a 14: Variáveis criadas. Algumas considerações sobre as variáveis:
    • O diretório para aonde irá o backup do pendrive, na linha 7.
    • O arquivo de log, na linha 8. Afinal das contas, sempre é bom saber o que está acontecendo, mesmo que não apareça nada na tela.
    • Um arquivo de estado, na linha 9. Esse arquivo será útil e explicarei depois.
    • A data do sistema, na linha 10. O que está ao lado do comando date é o formato pelo qual a data será informada, e será usado no arquivo de log.
    • Comandos definidos dentro de variáveis, como na linha 11. Dessa forma, você executará exatamente o comando que você quer executar, o comando which retornará para a variável o caminho absoluto do programa executável. Assim não há risco de executar o que não deve.
    • O UUID do pendrive, na linha 12. O UUID é um número único de identificação para partições, e isso permite que façamos o backup apenas de um único pendrive específico. Maiores informações podem ser lidas emhttp://en.wikipedia.org/wiki/Universally_unique_identifier.
    • O dispositivo do pendrive, na linha 13. Note que fiz uso do comando definido na linha 11 e da variável da linha 12). Assim teremos o dispositivo exato relacionado ao UUID.
    • A variável que guarda o estado, na linha 14, lendo a partir do arquivo de estado definido na linha 9.
  • Linhas 16 a 23: O comentário já explica tudo, mas vá lá: O script verifica se o pendrive está na máquina. Se não estiver, fim do script (16 a 19). Senão, ele vai ver o arquivo de estado. Se for 1, significa que o backup já foi feito, e o script é encerrado (20 a 23).
  • Linhas 24 a 26: Então, nesse caso, existe um pendrive na máquina, e é o pendrive que queremos investigar e fazer um backup. Descobrimos o ponto de montagem usado (linha 24) e já fazemos algumas entradas no log do sistema (linhas 25 e 26).
  • Linhas 29 a 43: Aqui está a caçada ao arquivo autorun.inf.
    • A variável AUTORUN contém o resultado da busca pelo dito cujo (linha 29). Se há alguma coisa por lá, fazemos a entrada no log e procedemos à etapa de busca pelo autorun.inf.
    • Nas linhas 33 e 34, o arquivo autorun.inf é aberto, e o arquivo que deve ser removido é reconhecido, sendo colocado o seu nome na variável VIRUS.
    • Na linha 35, o arquivo é encontrado, e na linha seguinte, seu atributo de gravação é ligado.
    • Na linha 37, o ataque fulminante: O arquivo é apagado. Note as duas barras verticais (||). Se for um diretório (e não um arquivo), o mesmo é removido também.
    • Nas linhas 38 a 40, o arquivo autorun.inf é removido também, e o pendrive, sincronizado.
    • Nas linhas 41 a 43, mais informações para o log do script, no caso que o autorun.inf não foi encontrado.
  • Linhas 45 a 54: Aqui eu acrescentei a remoção dos diretórios RECYCLER que encontramos nos pendrives. Esse é um nome dado pelo Windows à lixeira, e dessa forma você pode remover algum diretório que não deveria estar lá. Você pode adaptar, por exemplo, para remover os diretórios .Trash-xxx, que o Linux cria nas partições e que funcionam também como lixeira.
  • Linhas 56 a 63: Aqui, a rotina de backup do pendrive.
  • O script verifica se o diretório de backup existe, e se não, cria-o (linha 56).
  • Dali, basta executar o comando rsync para fazer o backup do pendrive para o diretório (linha 61), resultado para o log (linha 62) e o arquivo de estado recebe a marcação de que o pendrive foi copiado (linha 63).
  • Note que o rsync faz o que conhecemos como backup incremental: Apenas as atualizações serão salvas no diretório que guarda o backup. Se você apagar 3 arquivos entre um backup e outro, somente esses 3 arquivos serão apagados no backup. É claro que o primeiro backup é o maior de todos, pois irá copiar todo o conteúdo do pendrive para dentro do micro.

Vamos ao cron

Coloque o script em algum diretório, ligue o atributo de execução (chmod +x ), e agende a sua execução no cron. Para fazer isso, basta digitar crontab -e (ou edite o arquivo /etc/crontab), e insira a seguinte linha:
*/1 * * * *
Sobre o cron, vale dizer que a opção */1 significa que o script será executado uma vez a cada minuto, a todo o tempo. Para evitar a perda de processamento de forma inútil, por isso o uso do arquivo de estado: Se o pendrive já tiver sido copiado, ele é executado e encerrado imediatamente. Se você remover o pendrive, o script só irá checar a existência do pendrive. Se não houver pendrive, ele irá encerrar. Ao recolocar o pendrive posteriormente, na primeira execução será feita a faxina no pendrive novamente, e o backup será atualizado. Ainda no campo , você deverá colocar o nome do usuário que irá executar esse script. Note que isso é necessário se você fizer a entrada no /etc/crontab. Se você fizer a mesma entrada no crontab do próprio usuário, não há necessidade de preencher esse campo.

Como melhorar?

É claro que a solução do cron não é a melhor: Eu preferiria associá-la ao udev, e logo quando o pendrive fosse espetado na USB, o serviço seria feito. Seria uma solução mais “limpa”. Mas não funcionou comigo, conforme o que vocês viram no início desse texto. Peço então que todos que fizerem tal modificação nas regras do udev e funcionarem… Que compartilhem como procederam para que funcionasse. Agradeço sugestões!
Um abraço a todos, e que o Linux viva para sempre!